Regularização Tétis

17/09/2021 17:00

Empresa Júnior da Oceanografia – Tétis recebe portaria de regulamentação perante a Universidade Federal de Santa Catarina. A empresa tem como objetivo aperfeiçoar a formação de todos os membros, contribuindo para o seu desenvolvimento acadêmico, profissional e humano, incentivando o espírito empreendedor e o surgimento de novas lideranças através da vivência empresarial, bem como estimular a inovação dentro da sua área de atuação.

A Tétis – Empresa Júnior de Oceanografia da UFSC é uma associação civil sem fins lucrativos, com fins educativos, apartidária e com prazo indeterminado, com sede na Universidade Federal de Santa Catarina, no Centro de Ciências Físicas e Matemáticas, na cidade de Florianópolis. Foi fundada em 2009 e realiza serviços de educação e consultoria ambiental, auxílio em embarque, geoprocessamento, análises granulométricas e de água, organização de eventos e cursos de capacitação na área da Oceanografia.

Vídeo de divulgação do curso

29/04/2021 09:34

Gostaríamos de divulgar o novo vídeo produzido pela TV-UFSC com a participação de Camila Kneubl Andreussi e Ronaldo Gabriel Medon Batista, ainda alunos de graduação na época da entrevista.

O vídeo teve a contribuição de fotos e vídeos enviados por professores e alunos.

Agradecemos a Camila e Ronaldo pela participação e a Sra Laura Tuyama,  Sr. Cledison e toda equipe da TV-UFSC pelo trabalho de edição e revisões.

Sistema de análise costeira por imagens de satélite

26/04/2021 14:22

Uma ferramenta para análise e mapeamento das regiões costeiras que processa imagens de  satélite e define as linhas de costa via Computação em Nuvem – ou seja, sem necessidade de armazenamento no dispositivo – é um dos resultados do projeto Bay Squeeze, coordenado, na UFSC, pelo professor Antonio Klein, do Laboratório de Oceanografia Costeira. Um artigo publicado no periódico Environmental Modelling and Software apresenta e detalha o sistema, ainda em desenvolvimento, produzido com a parceria da Universidade do Vale do Itajaí e colaboração da Universidade Federal de Rio Grande, e do COLAB +ATLANTIC LVT, de Portugal. Seus resultados podem prever impactos comparando o passado e o presente e orientando políticas públicas de gestão costeira.

Denominado C.A.S.S.I.E. – Coastal Analysis System via Satellite Imagery Engine, o sistema automatiza um processo que até então dependia da digitalização de fotografias aéreas, com cálculos de sua resolução e comparação com as imagens de satélite disponíveis a uma determinada altitude. “Mais recentemente algumas aplicações comerciais foram desenvolvidas. E outro grupo desenvolveu um sistema que as imagens da área de interesse são baixadas no computador.  O C.A.S.S.I.E. faz todo processamento e definição da linha de costa na ‘nuvem’, a partir de imagens de satélites disponíveis de forma gratuita via Google Enginee, em diferentes plataformas”, explica Klein.

Ferramenta mostra histórico de erosão e acresção em Itapoá, no Litoral Norte (Imagem: Israel Efraim de Oliveira/Univali)

O trabalho de análise das costas possibilita desde a avaliação do impacto da ação humana nas praias e mangues, por exemplo, até a compreensão dos efeitos naturais e processos de erosão e acreção – perda ou acréscimo de sedimentos, respectivamente. As chamadas linhas de costa marcam o limite entre água e terra e podem representar diagnósticos ambientais necessários para políticas públicas.

Klein explica que é necessário estudar o balanço de sedimentos no sistema. Quando deixa de entrar areia numa região, por exemplo, começa um processo erosivo. Já quando a quantidade que entra é maior do que a que sai, também há desequilíbrio nessa balança, neste caso positivo. “Reservatório em rios e obras nas regiões costeiras podem gerar desequilíbrio, mas também o balanço regido pelas ondas, eventos extremos, aumento do nível do mar. Há fatores naturais e também ocasionados pela interferência do homem”, aponta.

De acordo com o pesquisador, o ponto central para se fazer projeções futuras de linhas de costa está justamente na definição da sua variação com relação ao passado. Esse processo é facilitado pela ferramenta. “Pode-se utilizar esta taxa, multiplicada por um período (tempo) para definir área de não edificação na costa.  Ou se soubermos o quanto houve de retração da linha de costa, podemos prever quanto de areia temos de adicionar para que haja uma recuperação da praia para o mesmo período de saída do material”, exemplifica.

O C.A.S.S.I.E. pode ser utilizado por técnicos, mas também por interessados na temática que não sejam necessariamente especialistas. Para acessá-lo, é preciso ter uma conta Google. Os algoritmos do C.A.S.S.I.E. reconhecem uma missão de satélite e, por meio de técnicas de abstração, oferecem um conjunto de imagens precisas e delimitam as linhas de costa.

O sistema, no momento, opera com dois satélites, o Landsat (da NASA )e o Sentinel (da ESA/Copernicus). No início, a ideia era utilizá-lo para a análise de baías costeiras, mas depois a proposta foi ampliada para qualquer região costeira. Com ele, é possível conhecer e monitorar a variação das linhas nas últimas décadas, comparando o passado ao presente ou intervalos temporais pré-determinados. “Havia uma dificuldade destes outros métodos, nem sempre viáveis e de custo elevado”, reforça Klein.

No artigo, os pesquisadores ressaltam que as linhas costeiras derivadas do satélite são analisadas para um conjunto de definições estabelecidas pelo usuário. As comparações de C.A.S.S.I.E. com a taxa de mudanças apresentadas por outros métodos mostram que os produtos desta ferramenta têm precisão de subpixel. “É uma ferramenta completa para apoiar uma ampla variedade de estudos e aplicações onde o conhecimento do comportamento da linha costeira é fundamental”, registram os pesquisadores da equipe.

Bay Squeeze

O sistema C.A.S.S.I.E. é fruto de uma pesquisa maior, intitulada Bay Squeeze -termo que se refere a ideia de aperto, de uma baía em compressão, de falta de espaço. Trata-se de um projeto para o desenvolvimento de metodologias para  prever e mitigar impactos da subida do nível do mar, tendo como estudo de caso a Baía da Babitonga, no Litoral Norte de Santa Catarina, a partir de uma abordagem eco-morfodinâmica. Financiado pelo CNPq, no Edital Baias, o estudo se ancora em quatro metas interligadas para verificar se há mesmo menos espaço entre a areia ou a vegetação e o oceano.

Uma das metas era justamente a elaboração da ferramenta. As outras buscam investigar se está ou não ocorrendo a diminuição de espaço. “Uma das metas nos ajudou a estabelecer o espaço de acomodação disponível e as alterações que vêm ocorrendo no mangue a área adjacentes.  A variação da linha de costa foi feita de forma manual, o que ajudou e incentivou o desenvolvimento do C.A.S.S.I.E.”, explica. Já as demais irão fornecer a taxa de deposição dos sedimentos na baía e a taxa de preenchimento do espaço de acomodação. “Com a linha de costa, batimetria, e dados hidrodinâmicos, teremos as condições de contorno para rodar modelos numéricos”, prevê o pesquisador.

Itapóa, Litoral Norte de SC (Imagem de Fernando Nando por Pixabay)

Segundo dados publicados no artigo Coastal Analyst System from Space Imagery Engine (CASSIE): Shoreline management module, estima-se que 24% das costas de areia em todo mundo estejam sofrendo recuo, enquanto 28% estão acumulando e 48% apresentam estabilidade. Os fatores antropogênicos, ou seja, frutos da ação humana, são encarados como a principal causa das erosões. Por isso, a avaliação quantitativa dessas tendências é vista como um indicador de vulnerabilidade das regiões.

No caso da Baía da Babitonga, onde se concentram as metas do Bay Squeeze, investiga-se a evolução da geomorfologia, estrutura sedimentar, geofísica e ecologia, na área de manguezais. O aumento da pressão humana na região, com o crescimento da população de Joinville ou  aumento da infraestrutura portuária, somada à elevação do nível médio do mar já registram impactos nas linhas.

O projeto utiliza uma abordagem multidisciplinar e inovadora para analisar os impactos e explorar medidas de mitigação e adaptação a estas mudanças. A ideia é contribuir com ações e resultados de preservação do planeta, alinhados com o propósito de cumprir os objetivos de desenvolvimento sustentável estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Reportagem: Amanda Miranda/Agecom/UFSC

Regularização da Empresa Júnior

15/12/2020 11:15

Na última Reunião de 10/12/2020 Millenne Ohanna e Henrique Cordeiro nos apresentaram um balanço das atividades da Tétis. Reconhecida pelo Colegiado de Curso, a empresa passou na última etapa de regularização junto à UFSC. Parabéns a todos envolvidos pelo empenho ! O documento pode ser acessado no PDF: Tétis – Gestão 2020.pdf

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ações Extensão Oceanografia

07/12/2020 08:37

Extensão da UFSC sobre Oceanografia 

 

Alunos da disciplina Projeto de Extensão, ministrada pela Profa. Marinez Scherer, desenvolveram projetos de extensão com a intenção de levar os conhecimento da Oceanografia. Os resultados foram excelentes e alguns podem ser conferidos online:

1. Pod Cast Baleiês, Traduzindo o Oceano

https://open.spotify.com/show/1pKSYsEACTt8jV3cOVJHYz?si=hO8ObaPQQgqBZfTtWQf3VQ. Confira também no Instagram! #baleiespodcast

2. Livro infantil As aventuras da Ostra Paçoca: https://mailchi.mp/38e07ac6a091/e-book-as-aventuras-da-ostra-pacoca. Confira também no Instagram! #ostra_pacoca

3. Livro Infantil Oceano Aberto, Pop-up com tutorial no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=gFQD8ptE550&ab_channel=Oceanoaberto

4. Dicionário de Praias Manezinho. Acesso https://dcmanezinho.wixsite.com/dicionariomanezinhoe pelo QR code

 

Monitoramento sismológico e oceanográfico do litoral do sudeste

03/12/2020 16:37

Reportagem da Agecom de 03/12/2020.

Desde julho de 2019, o fundo do mar do Oceano Atlântico está sendo minuciosamente estudado em um projeto capitaneado por uma equipe da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em parceria com a Petrobras. O trabalho é realizado no Litoral da região Sudeste do Brasil, entre o Norte da Bacia de Santos e o Sul da Bacia do Espírito Santo, envolvendo toda a Bacia de Campos.

Intitulado “Monitoramento Sismológico e Oceanográfico de um Segmento na Margem Sudeste do Brasil: Norte da Bacia de Santos ao Sul da Bacia do Espírito Santo”, o projeto é financiado pela Petrobras, coordenado pelo Laboratório de Oceanografia Costeira da UFSC em parceria com o Observatório Nacional, e conta com a colaboração de pesquisadores do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), da Geofísica da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT-SP). No total são 13 pessoas diretamente envolvidas.

Foto: Luiz Antônio Pereira de Souza/IPT SP

Com apoio da equipe de trabalho, a Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) faz a gestão administrativa e financeira do projeto. “A Fapeu é responsável pela parte administrativa, burocrática, compras, prestação de contas, importação, entre outras ações”, cita o professor Antonio Henrique da Fontoura Klein, coordenador do projeto e que desde 2010 integra o quadro de professores da coordenadoria especial de Oceanografia do Centro de Ciências Físicas e Matemáticas da UFSC.

O projeto consiste no mapeamento de atividades sismológicas e oceanógraficas principalmente na região da Bacia de Campos, descoberta em 1974 e que hoje é um dos maiores complexos petrolíferos offshore (no mar) do mundo. O levantamento tem o objetivo de fornecer subsídios para o planejamento pela Petrobras de implantação de uma infraestrutura submarina.

No total são quatro expedições: em julho de 2019; em fevereiro e junho de 2020; e uma, ainda a definir, a partir de novembro de 2020. Os Ocean Bottom Seismometers foram lançados em julho de 2019 e recuperados na expedição de junho de 2020. O Fundeio Oceanográfico foi lançado em julho e recolhido em seguida; e depois lançado em fevereiro e recolhido na operação de junho.

Na expedição de fevereiro foi feita uma manutenção de emergência no Fundeio Oceanográfico, após ficar cerca de 72 horas à deriva. Apesar do susto, a operação de resgate, com uso de rastreadores por satélite, foi realizada com tranquilidade e sucesso, relatou o professor Antonio Fernando Fetter Filho, da Oceanografia da UFSC, responsável pelo cruzeiro. Depois, em função da covid-19, a tripulação no navio oceanográfico foi reduzida para a operação realizada no período mais intenso da pandemia, observou o professor da Universidade Federal da Bahia (UFBa) Arthur Machado, coordenador científico do cruzeiro. A última expedição ocorrerá entre novembro de 2020 e março de 2021, quando dados de geofísica rasa e hidrografia serão coletados.

Assessoria de Comunicação da Fapeu.

Comissão acompanhamento ensino remoto

08/10/2020 13:40

Em reunião do colegiado do Curso de Graduação em Oceanografia da UFSC formou-se uma comissão para acompanhar as atividades de ensino em meio remoto.

A comissão é formada pela Profa. Alessandra (alessandra.larissa@ufsc.br) e as discentes Juana (juanagbozzetto@gmail.com) e Hillary (hillary.woons@gmail.com)

Como primeira ação, criamos este formulário para entender como estão as atividades e principalmente quais estão sendo as principais dificuldades e demandas encontradas para podermos ajudá-l@s.

https://forms.gle/25Ao3Ve8z1UK2NF26

O formulário estará aberto permanentemente, e será colocado nas plataformas do curso para facilitar o acesso.

Entre em contato conosco sempre que sentir necessidade.